Polícia apresenta dupla suspeita de matar subtenente em shopping; dois são procurados


As polícias Civil e Militar apresentam nesta quarta-feira (29) dois homens suspeitos de matar o subtenente da PM Fabiano Fortuna e Silva, em setembro deste ano, no Shopping Paralela. Eduardo Santos de Araújo, o Dudu, de 37 anos, foi localizado no bairro do IAPI, em 23 de outubro, a bordo de um Gol branco, de placa PKM 2057 roubado. Já Marcelo de Moura Fernandes, de 34 anos, foi preso em 30 de outubro, no Vale dos Barris, por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e confessou participação na morte do policial. Ele era procurado por roubo e tentativa de latrocínio. A polícia procura ainda por outros dois suspeitos: Michel da Silva Nascimento, autor do disparo, e Luís Eduardo Santos Ribeiro, o Chapão, que conduzia o veículo e anunciou o assalto.

Pesquisa aponta 70% de aprovação a Neto em Salvador e 65% a Rui na Bahia


Foi divulgada na manhã desta quarta-feira (29), através da Record TV Itapoan, mais uma pesquisa de aprovação dos governos do prefeito ACM Neto (DEM) e do governador Rui Costa (PT). Feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, o levantamento aponta que o democrata tem a aprovação de 70,8% dos soteropolitanos e o petista de 65,7% dos baianos. Para 29,3% dos entrevistados, a gestão de Rui é desaprovada; 4,9% dos ouvidos não souberam opinar. Perguntados como avaliam a administração estadual, os eleitores que consideram boa representam 31,5%. Outros 38,1% afirmam que a gestão é regular; 11,1% ótima; 9,2% ruim; 8,7% dizem que a gestão é péssima; e 1,2% não soube opinar. No cenário municipal, a gestão do prefeito ACM Neto é desaprovada por 25,9%, e 3,3% não souberam responder. Para 18%, a administração do democrata é considerada ótima. 36,5% acham boa; 28,9% regular; 6,6% dizem que é ruim; 9% apontam como péssima; e 15% não soube opinar. No último levantamento do Instituto, Neto tinha aprovação de 86%, o que representa uma queda de 16% para a pesquisa divulgada hoje.

Ex-procurador diz que pedido de prisão contra ele foi ‘um disparate’ de Janot


Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, nesta manhã de quarta-feira, 29, o ex-procurador Marcello Miller classificou de “disparate completo” o pedido de prisão feito contra ele pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. “Ele não tinha atribuição para pedir minha prisão porque eu não tinha foro privilegiado. Meu pedido de prisão foi feito para garantir a busca e apreensão na minha casa. Foi um disparate completo”, afirmou Miller. O ex-procurador é suspeito de ter feito “jogo duplo” ao supostamente beneficiar os colaboradores da JBS quando ainda ocupava cargo no Ministério Público Federal (MPF), à época sob o comando de Janot. Miller desmentiu ainda que fosse “braço direito de Janot”. “Há uma desinformação completa sobre minha relação com Rodrigo Janot. Nunca fui braço direito de Janot. Ele não tinha nenhuma predileção por mim. Ele me convocou por conta de um trabalho que eu tinha feito”, afirmou. O ex-procurador voltou a criticar as declarações de Janot ao Estado, de que teria agido por ganância. Isso porque ele deixou o cargo de procurador no Ministério Público Federal no dia de 5 de abril e foi trabalhar, na sequência, na empresa Trench, Rossi e Watanabe Advogados, que tinha justamente a J&F como cliente. “Eu nunca agi por ganância. Óbvio que eu queria ganhar melhor, mas eu não estava querendo ser milionário. Janot foi infeliz em falar em ganância, ele me conhece”, afirmou.

Vilas Olímpicas terão investimento de R$ 7 mi, afirma Rui


Na edição desta semana do Digaí, Governador! desta semana, Rui anunciou a criação de 12 Vilas Olímpicas na Bahia com investimento de R$ 7 milhões. “Eu quero a meninada lá, de todas as idades: os pequenininhos e os graudinhos para fazer práticas esportivas. Quem sabe daí a gente tira alguns medalhistas”, pontuou. Mais de R$ 15 milhões foram assegurados também para outros equipamentos esportivos como estádios, quadras e ginásios. Já as 191 prefeituras beneficiadas com vários convênios terão R$ 84 milhões de recursos do Estado para várias obras e ações estruturantes ou emergenciais. Ainda no Digaí, Governador!, Rui destacou a inauguração do Hospital da Chapada, nesta sexta(1/12), em Seabra, e falou da importância do grande programa de rastreamento de câncer de mama e colo de útero que o Estado está fazendo em parceria com o Hospital de Barretos. Outro tema do programa é o Mutirão de Cirurgias, que esta semana acontece em Seabra.

Alckmin vai acertar com Temer a saída do PSDB


Pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador Geraldo Alckmin (SP) confirmou nesta terça-feira, 28, que os tucanos vão desembarcar do governo quando ele assumir o comando do partido, o que deve ocorrer na convenção do próximo dia 9. O tom das declarações de Alckmin incomodou o Palácio do Planalto e levou o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), a cobrar respaldo na transição até 2018. O presidente Michel Temer vai conversar com o governador, no próximo sábado, 2, em Limeira (SP), para acertar quando será a saída do PSDB. O desconforto no Planalto foi provocado principalmente pelo fato de Alckmin dizer que, se dependesse dele, a sigla nem teria se aliado a Temer. “Eu sempre fui contra participar do governo. Acho que não tinha razão para o PSDB participar, indicar ministro”, afirmou o governador, em entrevista à Rádio Bandeirantes. Alckmin lembrou que o tucano Bruno Araújo já deixou o Ministério das Cidades, disse que “outros terão de sair pelo prazo de desincompatibilização” e pregou uma “política diferente” de agora em diante. “Mas votaremos medidas de interesse do País, independentemente de termos cargos, ministérios ou participar do governo”, insistiu. Questionado se o PSDB abandonaria Temer, Alckmin foi evasivo. “Abandonar no sentido de não ter compromisso, não. Porque temos compromisso, responsabilidade e temos que dar sustentação na Câmara e votar projetos de interesse do País”, argumentou. Na avaliação de auxiliares de Temer, o governador começou a dar “sinais dúbios” em sua campanha. O Planalto e a cúpula do PMDB têm interesse em montar uma frente de centro-direita com partidos como PSDB, DEM, PP, PR, PSD e PRB para disputar a eleição presidencial de 2018, mas ainda há um clima de mágoa e desconfiança em relação aos tucanos. “Prefiro acreditar que o PSDB vai ter juízo e somar forças para ajudar a gente a concluir essa transição. Alckmin tem que conversar com os outros partidos e dizer a que veio”, afirmou Jucá. “Existe chance para fazermos uma coligação com os tucanos, mas isso depende das ações. Quero saber como o PSDB vai votar na reforma da Previdência. Na política, os atos valem mais do que as palavras.” Embora Alckmin tenha falado novamente em desembarque, na prática não se sabe como será essa saída. O ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, deve ser substituído pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), mas pode ser deslocado para outro cargo na equipe. Luislinda Valois (Direitos Humanos) vai deixar o cargo em breve e Aloysio Nunes Ferreira permanecerá no Itamaraty. “Essa questão do desembarque já está superada. É um falso dilema. Falta marcar a data. Levar esse tema à convenção é um desrespeito ao próprio PSDB. O que temos de discutir é o leque de alianças que o PSDB deve buscar”, afirmou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal fiador da participação dos tucanos na gestão Temer.

Ex-assessor diz à PF que Geddel financiou imóveis da Cosbat com dinheiro não declarado


O ex-assessor Job Ribeiro Brandão informou em depoimento à Polícia Federal que o ex-ministro Geddel Vieira Lima usou dinheiro de origem não declarada para financiar ao menos seis prédios de alto luxo em Salvador – entre eles, estaria o La Vue, que foi pivô do escândalo que o fez perder o cargo de ministro do governo Michel Temer em novembro do ano passado. Segundo informações do jornal O Globo, Brandão relatou também que a mãe de Geddel, Marluce Vieira Lima, e a cunhada, Patrícia, esposa do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), também o orientaram a destruir provas sobre a movimentação financeira. As informações constam no relatório final da Polícia Federal sobre a origem dos R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento usado por Geddel no bairro da Graça, em Salvador. O delegado Marlon Cajado sugere o indiciamento de Marluce, Lúcio e Geddel, por crimes como associação criminosa e lavagem de dinheiro. O documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, que é relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A partir deste momento, a procuradora-geral Raquel Dodge deverá se manifestar sobre as conclusões da polícia. “A pedido de Geddel, Lúcio e Dona Marluce, auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos, se recordando que destruiu documentos relacionados à Cosbat; Que participaram desse descarte de documentos a secretária Milena Pena e dona Patricia, esposa de Lúcio Vieira Lima” afirmou Brandão, segundo o relatório. Os documentos “foram colocados em sacos de lixo e descartados, que alguns foram picotados e colocados na descarga do vaso sanitário”. Na sequência, Brandão explica à polícia que a Cosbat estaria à frente do La Vue e outros cinco grandes prédios em Salvador. “Que se recorda dos irmãos terem colocado dinheiro nos empreendimentos da Riviera Ipiranga, Morro Ipiranga, Costa Espanha, La Vue, Garibalde Tower e Mansão Grazia”. Brandão afirma que fez pagamentos em cheques e em espécie para um dos sócios da Cosbat, Luiz Fernando Costa Filho. Só referente ao La Vue, o repasse a Costa Filho foi de R$ 2 milhões. “Que Luiz Fernando (Costa Filho) costumava passar um planilha com os valores que deveriam ser repassados pelos irmão Geddel e Lúcio por conta dos empreendimentos, sendo que uma parte era paga em cheques da GVL, de Geddel Vieira Lima, e da empresa Vespasiano, de Lúcio Vieira Lima, mas a maior parte era paga com dinheiro em espécie que era entregue a Luís Fernando. Brandão contou ainda que ele próprio “contava o dinheiro e entregava a Luiz Fernando”. Em suas contas, foram repassados R$ 2,8 milhões para o Riviera Ipiranga e para o Costa Espanha. Para o Mansão Grazia, empreendimento mais caro que o La Vue, foram repassados R$ 3 milhões de reais em espécie. Colaborador das investigações, Brandão disse que do salário que recebia da Câmara como assessor era repassado de volta para os patrões. Em depoimento à PF, Costa Filho confirmou as declarações do ex-assessor – ele disse que “recebia recursos financeiros de empresas da família Vieira Lima e que inclusive ia ao apartamento de dona Marluce para coletar valores em espécie”. O empresário informou que Geddel fazia os investimentos por meio da M & A Empreendimentos e Participações.