Lula: ‘Não querem em hipótese alguma que a Lava Jato acabe’


Em vídeo compartilhado nas redes sociais marcando os 100 dias de sua prisão, o ex-presidente diz que representantes do poder público estão fazendo ‘politicagem’

Minutos antes de ser preso em São Bernado do Campo, no dia 7 de abril deste ano, o ex-presidente Lula gravou um vídeo, que só foi a público nesta terça-feira (17) em suas redes sociais, como marco dos 100 anos de sua prisão.

Na publicação, Lula se diz ser o “sonho de consumo dos ministros” que o julgaram e do juiz Sérgio Moro, que o condenou, apontando para uma recusa pelo fim da Operação Lava Jato, conjunto de investigações que já dura mais de quatro anos.

“Me parece que eles não querem, em hipótese alguma, que a Lava Jato acabe ou que eu seja inocentado antes de ser preso. A única coisa que eu quero é que seja analisado o mérito do meu processo. Se essa gente quer fazer política, é melhor deixar suas funções de representação do Estado brasileiro e entre em um partido”, disse.

Vídeo na íntegra:

INÉDITO: Mensagem de Lula para o povo brasileiro

Antes de ser preso sem provas, Lula gravou uma mensagem para o povo brasileiro. Veja e compartilhe este vídeo INÉDITO do presidente! #LulaLivreJá"

Posted by Lula on Tuesday, July 17, 2018

Foto: Marivaldo Oliveira/ Estadão Conteúdo

 

Justiça quer confirmação de quitação de multa para avaliar pedido de semi-aberto a Luiz Argôlo


Cumprindo pena de 11 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-deputado federal Luiz Argolo (PP-BA) está com dificuldades para ter o benefício de progressão da pena de regime fechado para semi-aberto. Isso porque a Justiça e o Ministério Público vêm rejeitando os pedidos dos condenados na Operação Lava Jato. A juíza do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria Angélica Carneiro pediu a Justiça Federal em Curitiba as comprovações do parcelamento da multa, solicitada pela defesa do ex-parlamentar.

Foto: Roberto Viana/Arquivo/BNews

Em maio deste ano, advogados de Argolo pediram o parcelamento de R$ 1.952.691,30, valor devido à Justiça Federal, alegando que o ex-parlamentar declarou bens no valor de R$ 1,5 milhão nas eleições de 2014. A reparação dos valores é uma espécie de indenização pelos crimes cometidos.

No pedido, a magistrada determinou o prazo de 10 dias para a apresentação dos comprovantes. “Notifique-se o spara no prazo de 10 dias trazer aos autos cópias de: a) compromisso firmado perante o Juízo de Execução da Comarca de Curitiba-PR (fl. 2675), comprovando a homologação pelo Juízo da 12ª Vara Federal de Curitiba Seção Judiciária do Paraná de acordo(s) de parcelamentos dos valores correspondentes à reparação de danos e multa, bem como explicitando os números (quantidade) e exatos valores das parcelas correspondentes a cada um dos aludidos parcelamentos; b) comprovantes de recolhimento dos valores de parcelas referentes à reparação de danos e multa porventura vencidas após 14.06.2018 (fl.2677) e previstas no(s) acordo(s) de parcelamentos porventura firmados. […] informe, com a maior brevidade possível e a fim de supedanear a apreciação do novo pedido de progressão ao regime semiaberto […]”.

Os pedidos dos comprovantes rebatem críticas dos advogados que afirmam a impossibilidade de realizarem os pagamentos com bens bloqueados, determinados na condenação.

O ex-deputado obteve em 2017, por bom comportamento, o direito de cumprir a pena na Bahia para ficar mais perto da família.

Bocão News

Mão de obra artesanal e o fomento a iniciativas: começou nesta terça-feira (17) o curso de bordado promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo


Nada de “época da avó”. Costurar, bordar, criar, alinhavar e montar podem render – em mãos habilidosas – uma boa quantia no final do mês. É que apostando em produtos de qualidade e no cuidado do trabalho manual, único, produtores artesanais têm conquistado bons resultados diante do complexo cenário econômico que parece cada vez mais atrelado à escala industrial de confecção e à inovação.

E se surpreende que no atual ritmo acelerado de descarte ditado pela obsolescência programada dos artigos à venda ainda haja espaço para as iniciativas do trabalho manual, quem atua no ramo tem a experiência a seu favor: os anos de costura à mão rendem modelos exclusivos feitos sob medida que ajudam na hora de conquistar a clientela.

Gente como Maria Dálvida Silva dos Anjos, de 85 anos, que há 45 trabalha com costura no interior. O conhecimento que gera renda e compartilhamento não tem tido tanta visibilidade na concorrência com o ensino acadêmico, com as graduações e cursos técnicos, tão esperados pelos jovens da “geração z”, hiperconectados da era digital, mas a procura pelo toque cuidadoso e o empenho na hora de transmitir o saber garantem a continuidade do processo artesanal. “Quando eu ensinei na Congregação da igreja, teve uma pessoa que vendeu 14 toalhinhas. Aquilo para mim era uma alegria. Quando terminou o curso, ela já tinha vendido 14. Feliz da vida. Nunca cobrei um real, não cobro, não quero. Quantas pessoas vão lá em casa? Aprendi tudo pela revista”, explicou.

Foi com o esse intuito – de ensinar e de valorizar o trabalho artesanal, fomentando as iniciativas que podem gerar renda – que a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), iniciou, nesta terça-feira (17), as atividades do 1º curso de bordado livre, ponto cruz e vagonite, oferecido gratuitamente à comunidade.

Quando começa a aula, professor também vira – por que não? – um pouco aluno. Tudo é permitido na hora do compartilhamento. E aí Dona Maria Dálvida, que já ensinou na igreja, nos congressos e em casa, senta como aluna, no Mercado do Artesão, para ouvir atenta as dicas da professora Maria José Silva Dantas, responsável pelo curso ministrado. “Eu vim para me aperfeiçoar mais, para pegar outras coisas”, pontuou Maria Dálvida.

A professora Maria José, popularmente conhecida como “Zitinha”, mora no Rio de Janeiro e tem ampla experiência com cursos de bordado em Volta Redonda. “Sou filha daqui. Meus pais são daqui, meus avós são daqui. Então tem 45 anos que estou em Volta Redonda. Estive aqui ano passado e não vi esses cursos. Há muitos anos eu dou aula lá. Aí eu pensei ‘a minha terra e eu ensinando na terra dos outros’. Disse ‘vou ver se consigo ensinar alguma coisa aqui para deixar um legado, que aqui eu sei que vão sair muitas professoras’. Eu tenho professora dando aula na Itália, tenho professora dando aula em Portugal. Daqui vai sair um bocado, você vai ver”, assegurou.

A atividade tem 2 meses de duração e a aula desta terça foi apenas a primeira de uma série que deverá ocupar o Mercado do Artesão, no centro da cidade, às terças e quintas-feiras, no período da tarde.

Com todas as vagas preenchidas e uma extensa lista de espera de interessados que buscam uma nova oportunidade nessa área, parece que o curso da professora “Zitinha” tem um futuro próspero na cidade. “A gente ensina, a pessoa aprende e tem muita gente que vem me agradecer, dizendo que já cuidou dos filhos, está tendo comércio pequeno. Tenho muita gente que já tem loja. Lá no Rio tem 42 anos que eu estou ensinando em vários lugares, tudo como voluntária. A obrigação é só minha. Deus me deu de graça, por que é que eu vou ensinar pago? Aqui é a primeira vez que ensino. Fico aqui até o final do ano. Já vou deixar muita gente ensinando, com certeza”, afirmou.

As alunas aplicadas, como Iracema de Almeida Ferreira, agradecem e enxergam, a partir do aprendizado, ainda mais perspectivas para o crescimento. “Trabalho com costura e venda há mais de 20 anos. A costura eu aprendi vendo minha mãe fazer. Hoje em dia trabalho com 4 máquinas: overloque, galoneira industrial, de bobina mágica e vigorelli, que é de costura pesada, para reformar capacete, por exemplo. Eu comecei a empreender de 2004 pra 2005, que foi quando investi mesmo em costura. Antes, eu era cobradora de ônibus”, comentou.

Há 23 anos, quando foi dispensada da empresa rodoviária para a qual trabalhava e com um filho de 9 anos para criar, Iracema precisou se reinventar. Encontrou no artesanato uma fonte de renda possível e apostou as fichas, investiu no tecido trabalhado. Virou consultora, vendedora, mãe, avó. E costurou, na própria história, uma nova forma de empreender. “Agora foi que eu vim. Eu não tenho mais filho pequeno e as horas vagas eu praticamente fico só em casa. Vou me desenvolver”, contou.

Em todo o país, cerca de 8,5 milhões de brasileiros fazem do artesanato o seu pequeno negócio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, esses microempreendedores movimentam mais de R$ 50 bilhões por ano. Um número significativo para quem aposta no acabamento e da identidade cultural da região onde a peça é produzida.

Como garantir a competitividade e fazer enxergar o artesanato enquanto atividade econômica? O primeiro passo, segundo a professora, é o aprendizado coletivo. “Um aluno ensina o outro. O outro ensina também. E a gente vai fazendo um círculo vicioso de artesanato”, finalizou.

Em Alagoinhas, o curso ministrado deve trabalhar com 3 pontos principais: bordado livre, vagonite e ponto cruz. As inscrições para a turma estão encerradas, mas a secretaria informou que, dada a alta procura, deve realizar novas atividades que serão divulgadas ainda no segundo semestre deste ano.

Secom/Prefeitura de Alagoinhas

Bebê de dois meses sobrevive após cair do segundo andar de casa no Espírito Santo


Um bebê de dois meses sobreviveu após cair do segundo andar de uma casa na cidade de Cariacica, no Espírito Santo. De acordo com informações do G1, o caso aconteceu durante a noite desta segunda-feira (16).

A mãe de Murilo dos Santos Carlos, Larissa dos Santos, de 19 anos, relatou que o bebê acordou chorando e uma prima o tirou do berço. Ao se aproximar da janela de casa, ela se desequilibrou com um movimento repentino da criança e a deixou cair.

Foto: Ari Melo / TV Gazeta

Uma árvore amorteceu a queda no quintal do vizinho e o bebê sequer sofreu ferimentos graves. “Fiquei sem reação, achei que ia ficar sem meu filho. Ele está bem. Fez exames e os médicos estão examinando toda hora, mas ele já mamou e sorriu, estou mais tranquila”, disse Larissa ao G1.

 

Três pessoas morrem após ônibus cair em ribanceira no Sul da Bahia


Três pessoas morreram e outras ficaram feridas após um ônibus se envolver em um acidente na manhã desta terça-feira, 17, no município de Arataca, no Sul baiano.

O veículo trafegava pela BR-101, com destino a Teixeira de Freitas, quando colidiu em uma árvore e caiu em uma ribanceira. Segundo informações do site Ilhéus Notícias, o ônibus transportava 19 passageiros, que trabalhavam como sacoleiros e haviam partido da cidade de Tobias Barreto, em Sergipe.

As vítimas foram socorridas por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhadas para o Hospital de Base, em Itabuna.

As causas do acidente ainda são investigadas, mas a suspeita é que o veículo tenha apresentado uma falha mecânica.

Até o momento, somente cinco sobreviventes foram identificados: Rosimeire Queiroz Pereira, Givaldo Gonçalves Barbosa, Adevaldo Pereira Santos, Joselene Clemente Gonzaga, e Helena Maria dos Santos. Os outros passageiros não tiveram os nomes revelados.

A Tarde

Campanha de Vacinação Antirrábica segue em Alagoinhas


A Vacinação Antirrábica 2018 iniciou no dia 11 de julho e vai até dia 4 de agosto em Alagoinhas. A vacinação é gratuita e está sendo realizada nos bairros por agentes comunitários de Saúde até 4 de agosto, em pontos definidos pelas Unidades de Saúde de cada área, e desde esta segunda-feira(16) até dia 31 de julho, a vacinação será realizada pela Unidade Móvel em 11 localidades  da zona rural . Os donos de animais também podem se dirigir à Vigilância Sanitária, das 8h às 13h, para que recebam a vacina.Todos os animais a partir de três meses e fêmeas paridas há mais de 15 dias devem ser imunizados.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Claudine Ramos, explica que manter o animal com as vacinas em dia é umas das responsabilidades importantes de quem cria. “Isso se chama posse responsável. As pessoas precisam ter consciência de que para se ter um animal de estimação é preciso também ter responsabilidade sobre eles”, destacou.

A Raiva

A raiva é uma doença considerada incurável e a taxa de mortalidade é de quase 100%. Ela é causada por um vírus e é transmitida ao ser humano através do contato da saliva (mordida ou lambedura) de animais que estão contaminados, bastando que algum tipo de ferida já existente entre em contato com a saliva do animal doente.

Cuidados

Se a pessoa for agredida por qualquer animal, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar imediatamente um serviço de saúde para obter orientações sobre indicação de vacina ou soro.

Quando a agressão for por cães ou gatos, os animais deverão ser confinados por dez dias após a agressão, para observação de sintomas da doença. Se o animal morrer, deve-se informar o departamento de zoonoses do município, imediatamente.

Sintomas

Os principais sinais clínicos da raiva são: perda de apetite, alterações de comportamento, agitação e agressividade, sendo estes os primeiros; seguidos de agitação, agressividade extrema, falta de coordenação motora, paralisia de músculos da deglutição e da mandíbula, que resulta em salivação e dificuldade em engolir.

Caso seu animal de estimação apresente alguns destes sintomas, procure assistência veterinária o quanto antes para iniciar o tratamento, já que em questão de onze dias seu animal pode vir a óbito. A vacina antirrábica é ainda a única forma de prevenção contra a doença.

Secom / Pefeitura de Alagoinhas