Bombardeiro do governo atinge centenas de Civis na Siria


A esperança de paz na Síria caminha pela beira do abismo após a escalada de ataques que solaparam uma trégua em vigor há dois meses. Bombardeios aéreos nesta quinta-feira em Aleppo mataram pelo menos 27 pessoas no hospital Al Quds, que recebe assistência da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). Entre as vítimas há três crianças e três médicos, incluindo o último pediatra que restava na zona rebelde da cidade. Metade do total de mortos foi vítima do desabamento de um prédio vizinho, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que não identificou os aviões responsáveis pelo bombardeio, mas observou que só o regime de Bashar al Assad e seus aliados russos contam com aviões de combate nesse conflito. Bombardear um hospital constitui crime de guerra.

“Condenamos a destruição do hospital Al Quds, perfeitamente identificado como alvo proibido, o que priva a população de atendimento médico básico”, afirmou o MSF em nota. “Foi um ataque aéreo da aviação russa com dois poderosos foguetes”, relatou um ativista local ouvido pela BBC em Aleppo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou que a escalada bélica ameaça causar uma catástrofe, dada a impossibilidade de prestar ajuda humanitária à cidade.

Os combates se generalizaram durante a última semana em Aleppo, principal cidade do norte da Síria, onde, segundo o Observatório, mais de cem civis morreram em bairros controlados pela oposição, e cerca de 50 nas áreas sob poder das forças governamentais. O El Watan, um dos principais jornais do regime sírio, anunciou nesta quinta-feira uma ofensiva imediata para “completar a libertação de Aleppo e sua província”, derrotando “aqueles que pensam em dividir o país”.

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