Desenvolvimento, preservação e educação ambiental: Prefeitura realiza plantio de mudas na comunidade do Cangula


Plantar para recuperar uma nascente e preservar também a mata ciliar. Foi com esse intuito, de uma demanda apontada pela própria comunidade, que a equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente se reuniu na manhã desta quarta-feira (4) para uma força-tarefa que prometia ir a campo e revitalizar o local com o plantio de ingá, aroeira, mulungu, pitanga e acerola.

Após a marcação da área, o coroamento, a distribuição das mudas, a adubação e o plantio, executados por profissionais da SEDEA e pela própria comunidade, o resultado foi um total de 70 novas mudas plantadas em ação conjunta. Quem orientou o processo foi Filipe Marques Sobral dos Santos, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que enfatizou a necessidade de seguir uma metodologia no processo. “Não é só chegar e plantar de qualquer forma. A gente adotou uma distância de 2,5m x 2,5m entre mudas. A questão da adubação também, que a gente utilizou esterco de gado. É preferível o esterco do que o adubo químico. E a intenção do esterco é desenvolver a muda”, pontuou o especialista.

Segundo ele, a importância da iniciativa também está na educação ambiental. “Precisamos envolver os moradores da região. Não adianta só chegar, plantar e sair. A gente tem que entender qual a necessidade do plantio. Foram eles que solicitaram, porque a nascente deles, que é a nascente da Fonte dos Padres, não estava mais gerando água. Então eles viram que se não preservar, não tem água”, explicou.

Para a ecóloga Arivania Santos Pereira, da SEDEA, a estratégia do plantio em parceria com comunidades também é gerar a participação efetiva. “A gente faz o plantio e doa responsabilidades. A comunidade se responsabiliza por fazer a manutenção e a gente faz o acompanhamento a longo prazo”, comentou.

O Cangula é a primeira comunidade a contar com esse tipo de ação em 2018, mas a secretaria de desenvolvimento informou que a meta é plantar 500 mudas em diferentes localidades ainda este ano.

As espécies plantadas foram todas nativas de mata atlântica, respeitando as especificidades da região, para que as mudas não sofram estresse hídrico e possam se desenvolver no ambiente com alto índice de umidade, contribuindo para o objetivo geral de recuperação da nascente.

“Quando a gente fala em plantar uma árvore, as pessoas geralmente pensam que a ação se limita em plantar aquela muda, né? Mas, na verdade, quando a gente faz um plantio, a gente estabelece um micro habitat dentro de um local, porque além de uma árvore ser responsável por envolver todos os processos dinâmicos que existem no subsolo, ela acaba atraindo animais importantes para o funcionamento do ecossistema, como pássaros, macacos, que são dispersores de sementes. Então, na verdade, quando a gente planta uma árvore, a gente estabelece um micro habitat dentro de um local”, ressaltou a profissional da secretaria, mestre em Ecologia e Conservação.

A previsão, de acordo com a SEDEA, é de que sejam plantadas, até o fim da gestão, 4500 novas mudas, que devem fortalecer o conceito de educação ambiental e contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade.

Secom/Prefeitura de Alagoinhas

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