‘É um equívoco apostar que Lula não será candidato’, diz Neto


Pré-candidatos à Presidência – declarados ou não – estiveram na premiação Brasileiros do Ano 2017, da revista “IstoÉ”, na noite desta terça-feira, 5. Apesar de ausentes, os dois nomes à frente da disputa segundo pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), foram assunto dos potenciais rivais. O juiz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro, também esteve no evento. Para o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), é um “equívoco” apostar que o petista está fora das disputas. “É um equívoco os partidos apostarem que Lula não será candidato. É preciso se preparar para enfrentá-lo na rua”. ACM Neto acredita, porém, que a candidatura Bolsonaro deve se desidratar até às eleições. No hall de entrada do teatro TOM Brasil, o prefeito declarou que não pensa em ser candidato a vice de nenhum tucano. “Minha prioridade não é ser candidato a vice do Alckmin. O Democratas está em um processo de refundação que pode terminar com a escolha de um candidato próprio”, disse. Sem relacionar o próprio nome como um possível candidato, ACM Neto lembrou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um nome forte e sinalizou conversas de fora do círculo político. “Também estou conversando com nomes de fora da política. Acredito em nomes novos que apareçam através da política e não contra a política”. Outro que passou pelo hall de entrada foi o senador e pré-candidato Álvaro Dias (PODE-PR), que disse não se sentir desanimado com as recentes pesquisas. “As manchetes deveriam ser: Lula e Bolsonaro estão inviabilizados pela rejeição”, disse. O parlamentar também aproveitou para alfinetar o governo de Michel Temer (PMDB). “O presidente Temer não precisa se preocupar em encontrar um candidato para defendê-lo em 2018. O quero governo vai precisar encontrar é um bom advogado”. O quase presidenciável Luciano Huck também estava na festa. Ele manteve o discurso dos últimos dias, de que pretende participar da política com os movimentos cívicos, mas reiterou que não será candidato à presidência em 2018. Ao menos dois representantes do movimento Agora! estavam com ele.

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