Falha em comporta da hidrelétrica de Xingó causa prejuízos no sertão de AL


Vazão aumentou da noite para o dia. A força da água arrastou embarcações e inundou restaurantes na beira do rio

Uma falha numa comporta da hidrelétrica de Xingó provocou muitos prejuízos para moradores do sertão de Alagoas.

A vazão da hidrelétrica de Xingó aumentou da noite para o dia. Passou de 550 metros cúbicos por segundo para mil metros cúbicos por segundo. A força da água arrastou embarcações e inundou restaurantes na beira do rio, na cidade de Piranhas.

“O Rio são Francisco mais uma vez nos dando esse grande susto. Os ribeirinhos ficaram totalmente desassistidos com a informação, não foram informados”, contou o comerciante Júnior Amaral.

O aumento na vazão foi para atender a um pedido do ONS – o Operador Nacional do Sistema Elétrico.

No fim de semana, houve uma redução não esperada na produção de energia eólica no país. O ONS pediu então que a hidrelétrica de Xingó aumentasse a sua a vazão para gerar mais energia e compensar a queda.

Mas a trava de uma das comportas que controla essa vazão apresentou um problema e não funcionou.

Josimar vive do turismo e teve três barcos danificados.

“Teve embarcações que tiveram prejuízo de R$ 8 mil, outras de R$ 5 mil, outra de R$ 3 mil e assim sucessivamente”, disse o barqueiro Josimar Tavares.

A Chesf declarou que operação não estava prevista e que houve um problema técnico na comporta e afirmou que imediatamente foram adotadas ações de bloqueio para que o problema não volte a acontecer.

“A gente quer da empresa, a Chesf, é que ela ressarcisse esse valor para a gente que a gente vai gastar daqui para a frente para deixar as embarcações da gente tudo em dia de novo para que eu possa trabalhar, porque a gente vive disso, a família da gente depende disso”, afirmou o também barqueiro Roberto Oliveira.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico declarou que os danos causados são de responsabilidade da Chesf. Já a Chesf afirmou que está monitorando o impacto ocorrido entre a usina de Xingó e a foz do Rio São Francisco.

G1 Noticias/Globo

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