Prejuízo de incêndio na Baixa dos Sapateiros é estimado em R$ 750 mil


De acordo com o presidente da Albasa, somando as perdas com o espaço físico e produtos, cada loja sofreu prejuízo de R$ 150 mil

O prejuízo estimado decorrente ao incêndio que atingiu cinco lojas em dois casarões na Baixa dos Sapateiros, de acordo com o presidente da Associação da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa), Ruy Barbosa.

A prejuízo estimado para cada loja é de R$ 150 mil, somando as perdas com o espaço físico e produtos.

Foto: Andréa Silva/TV Bahia

Segundo o presidente da Albasa informou ao Correio, cerca de 20 pessoas ficaram sem emprego devido ao incêndio. As cinco lojas atingidas eram de negócios familiares, tocados por cinco ou seis parentes em cada estabelecimento.

Algum deles moravam na loja, como é o caso do idoso José Hunaldo Moura de Carvalho, de 85 anos – o dono da Serraria Carvalho, que estava no imóvel e ainda não foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros.

Apesar de serem as mais prejudicadas, as cinco lojas atingidas não são as únicas a ficar no prejuízo. A região da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha abriga mais de 70 lojas, segundo estima Ruy Barbosa.

Ele não soube confirmar quantos estabelecimentos mantiveram o funcionamento normal nesta terça na Avenida J.J Seabra, mas garante que “se abriram 10 foi muito”.

Bahia.ba

 

Haddad é denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro


De acordo o promotor Marcelo Batlouni Mendroni, o petista solicitou e recebeu vantagem indevida, de forma indireta, de R$ 2,6 milhões

O ex-prefeito de São Paulo e provável candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad foi denunciado hoje (4) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com o promotor Marcelo Batlouni Mendroni, o então gestor solicitou e recebeu vantagem indevida, de forma indireta, de R$ 2,6 milhões para quitar uma dívida de campanha.

Ainda segundo o jurista, Haddad agiu por interpostas pessoas de forma a dissimular a natureza, a origem, a localização e a movimentação dos valores. Segundo o promotor, João Vaccari Neto, então tesoureiro do PT, representava e falava em nome de Haddad e recebeu ordens para a quitação do montante de R$ 3 milhões.

“Não é possível interpretar nem acreditar que uma Empreiteira se prontifique a entregar R$ 2.600.000,00 em benefício de um Prefeito Municipal de São Paulo – ratione officii – apenas por mera liberalidade, sem esperar absolutamente nada”, afirma a denúncia, que cita a empreiteira UTC Engenharia, que tinha como presidente Ricardo Pessoa.

O empresário teria encaminhado o pedido ao petista. “Tampouco é possível interpretar que um Prefeito Municipal de São Paulo, recém-eleito, receba R$ 2.600.000,00 de uma Empreiteira que tem ou pode ter negócios com a Prefeitura Municipal de São Paulo, por mera liberalidade, sem que a Empreiteira espere absolutamente nada em troca – em contrapartida”, conclui.

Em nota, Haddad criticou a denúncia do MP-SP e disse que a ação não apresentou provas. “Surpreende que, no período eleitoral, uma narrativa do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sem qualquer prova, fundamente três ações propostas pelo Ministério Público de São Paulo, contra o ex-prefeito e candidato a vice-presidente da República, Fernando Haddad. É notório que o empresário já teve sua delação rejeitada em quase uma dezena de casos e que ele conta suas histórias de acordo com seus interesses”, afirmou o candidato.

Metro1

Maior acervo colonial, Arquivo Público do Estado corre riscos, alertam ativistas


Arquivo Público de Salvador também está na penúria e sequer conta com orçamento específico

Instalado em um sobrado antigo, o Arquivo Público do Estado da Bahia, prédio que guarda relíquias da história do Brasil, corre riscos semelhantes ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, que sucumbiu a um incêndio na abertura da semana. Em publicação nas redes sociais, a ativista Dóris Abreu relatou como está a situação do edifício.

Foto: Alex Araújo / Reprodução/ Google Street View

“Não tem cinco anos e fechou por meses porque corria risco de curto-circuito. Existem paredes escoradas. A umidade é brutal e muitos volumes já estão petrificados ou esfarelados. O arquivo está instalado num casarão antigo, a Quinta dos Lázaros, e como tal, já é por princípio um espaço vulnerável, por não ser de pedra ou concreto e ter enorme quantidade de madeirame. Desconfio que a digitalização das peças também não existe. Toda a documentação do tráfico negreiro, entre a África e a Bahia, está lá”, alertou.

Em Salvador, a situação não é diferente no Arquivo Público municipal, mantido pela Secretaria de Cultura e Turismo. Em entrevista ao Metro1, o titular da pasta, Claudio Tinoco, afirmou que o complexo, até 2016 vinculado à Fundação Gregório de Mattos, não tem “orçamento específico”. “Ele compõe atualmente o custeio geral da Secult”, disse.

Ele afirmou, no entanto, que há uma verba federal empenhada para a construção do Museu da História da Cidade e Arquivo Histórico Municipal. “É uma obra do Prodetur [Programa de Desenvolvimento do Turismo], com investimento de R$ 67 milhões”.

Metro1

Procuradoria quer que PT devolva dinheiro que gastar na campanha enquanto não substituir Lula


Ex-presidente está proibido de concorrer na eleição depois de o TSE indeferir a candidatura

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deve pedir hoje (4) ao Tribunal Superior Eleitoral que o PT devolva aos cofres públicos os valores que gastar na campanha presidencial, enquanto não anunciar a substituição de Lula na disputa.

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente está proibido de concorrer na eleição depois de o TSE indeferir a candidatura. De acordo com a publicação, o PT repassou R$ 20 milhões do fundo eleitoral à chapa presidencial – e desembolsou R$ 14,4 milhões para programas de rádio e TV.

O pedido de Dodge tende a ampliar a tensão no partido, que está dividido sobre se mantém o nome de Lula ou se troca logo pelo vice-candidato a presidente Fernando Haddad (PT).

Metro1

 

Lava Jato deflagra operação na Bahia contra fraudes na exportação de pedras preciosas


A Lava Jato deflagrou, na manhã de hoje (4), uma operação na Bahia e no Rio de Janeiro contra fraudes na exportação de pedras preciosas para países como Índia e China.

Segundo o site G1, são cumpridos cinco mandados de prisão. Três deles são no Rio de Janeiro e outros dois na Bahia.

Foto: Divulgação

Os investigadores suspeitam que o preço declarado pelas exportações, pago oficialmente à empresa brasileira pelos compradores estrangeiros, era subfaturado.

A Lava Jato aponta que os investigadores cometeram crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal de uma empresa que movimentou R$ 44 milhões no banco paralelo do doleiro Dario Messer, que segue foragido.

Metro1

Bunker de Geddel: Justiça ouve 11 testemunhas de defesa nesta terça (4)


Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça Federal na Bahia vai ouvir, nesta terça-feira (4), 11 testemunhas de defesa no caso do bunker de R$ 51 milhões atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. O montante em espécie foi encontrado em um apartamento na Graça pela Polícia Federal.

Divulgação/PF-BA

A ação penal tem como alvos, além de Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, o ex-assessor Job Ribeiro Brandão, Marluce Vieira Lima e Luiz Fernando Machado da Costa Filho. A Polícia Federal investiga a origem dos R$ 51 milhões. A suspeita que a soma seja produto de propinas vindas do PMDB, da construtora Odebrecht e do operador Lúcio Funaro. O operador, inclusive, foi ouvido pela Justiça Federal de São Paulo na última quinta (30) como testemunha de acusação.

Prestarão depoimento, nesta terça, as testemunhas de defesa: Milene Pena Miranda Santana, Roberto Suzarte dos Santos, Joelza Brandão, Nilton Silva Filho, Cláudio Augusto Oliveira Porciúncula, Ricardo Saback Erudilho Guimarães, Leandro Saboia Laudano Santos, Roberto Moreira Borges Domingues, Antônio Almir Santana Melo Jr., Aloysio Ramos Senna e Raimundo Souza Costa.

Nesta segunda (3), foram ouvidas outras testemunhas de acusação: o empresário Sílvio Antônio Cabral da Silveira, dono do apartamento em que o dinheiro foi encontrado; Marinalva de Teixeira Jesus, então funcionária do deputado federal Lúcio Vieira; e Patrícia Santos Queiroz, administradora do prédio onde o dinheiro estava.

O ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou Geddel a acompanhar os depoimentos das testemunhas por videoconferência.

Bocão News