Empresário se dizia herdeiro de R$ 9 tri de minas na BA e deu golpe em 25 mil pessoas


O empresário Celso Eder Gonzaga de Araújo, 25 anos, foi preso na última semana pela Polícia Federal depois de aplicar um golpe que atingiu 25 mil pessoas. Morador do Mato Grosso do Sul, ele se apresentava herdeiro de uma fortuna no valor de R$ 9 trilhões de uma mina encontrada no interior da Bahia e cônsul-honorário de Guiné-Bissau. Celso Eder era dono da empresa Company e incentivava as pessoas a investirem nela prometendo lucros milionários. Para enganar as vítimas, o empresário contava que possuía uma mina de ouro avaliada em R$ 9 trilhões. Ele teria decidido repassar todos os direitos dessa mina para um amigo também brasileiro e sem cobrar nada. O homem presenteado com a mina, de acordo com a história contada pelo empresário, seria Celso de Araújo, avô de Celso Éder e que já morreu. No entanto, o empresário relatava aos investidores que os R$ 9 trilhões aos quais ele tinha direito estavam bloqueados em bancos no exterior e só poderiam ser liberados quando ele e o avô doassem 40% da fortuna ao povo brasileiro, o equivalente a R$ 3,5 trilhões. Celso Eder transformou essa doação em cotas e passou a vendê-las a investidores prometendo que eles teriam lucros milionários. Uma das vítimas relatou que ouviu a promessa de que ganharia R$ 55 milhões caso ela investisse R$ 1 mil. Celso Eder foi preso pela Polícia Federal como parte da Operação Ouro de Ofir junto com o tio e um ex-sócio. Na casa dele, foram apreendidas joias, armas e 200kg de pedras preciosas brutas.

Claudia Leitte é condenada a indenizar ex-guitarrista; valor deve chegar a R$ 400 mil


A cantora Claudia Leitte, juntamente com a Ciel Empreendimentos, empresa responsável por gerenciar sua carreira, foi condenada a indenizar um ex-integrante da banda – que pediu para não ser identificado – em R$ 100 mil por reivindicações por vínculos empregatícios. Com as correções monetárias, o valor pode chegar a cerca de R$ 400 mil. O músico, que trabalhou com a artista entre 15 de agosto de 2009 e 15 de março de 2014, deu entrada no processo em 2015. Em contato ao Bahia Notícias, o advogado Bruno Calil, responsável pela defesa, explicou que Claudia e sua equipe já foram intimadas a realizar o pagamento, porém o mesmo ainda não foi executado. “Ela não gosta de ser vista como ‘caloteira’, mas esta foi a forma que encontramos de pressioná-la”, alegou. O defensor reforça que no processo não cabe mais recurso. “O máximo que ela pode discutir são os valores, que não devem fugir muito do que está posto, pois já foram homologados”. O juiz Adriano Bezzera Costa, da 1ª Vara do Trabalho de Salvador, na sentença, reconheceu que o autor da ação trabalhou para a cantora, a partir de declarações de testemunhas. Ele não tinha carteira assinada com a empresa Ciel Empreendimentos Artísticos. O valor da condenação é referente ao registro do contrato, aviso prévio, férias, 13º salário, multa de 40% do FGTS e seguro desemprego. A decisão foi mantida pela 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) no dia 8 de agosto deste ano. A ação transitou em julgado no dia 24 de outubro. O Bahia Notícias teve acesso ao processo e em seguida entrou em contato com a assessoria de Claudia Leitte, porém não obteve posicionamento da artista até o fechamento da nota.

Marinha argentina nega boatos de ataque externo contra submarino


A Marinha da Argentina negou nesta segunda-feira (27) boatos que dão conta que o submarino ARA San Juan teria sofrido um ataque externo. Segundo informações da Folha de S. Paulo, as hipóteses que circulam nas redes sociais levantam a hipótese de que o submarino argentino desaparecido desde o último dia 15 foi atacado pela força naval de outro país. Outras versões indicam ainda que ele carregava armas nucleares que explodiram ou que teria encontrado pelo seu caminho uma mina subaquática da época da Guerra das Malvinas. “Não temos nenhum indício na Marinha argentina de um ataque externo ao submarino San Juan”, declarou o porta-voz da Marinha da Argentina, Enrique Balbi, nesta segunda. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes durante um exercício de vigilância. Na última quinta-feira (23), a Marinha confirmou que uma explosão coincidiu com o desaparecimento do submarino.

Bolsonaro elogia envolvidos na morte de 356 no RJ: “Policial que não mata não é policial”


O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não para de causar polêmica durante suas entrevistas. Desta vez, o pré-candidato à Presidência elogiou os 20 policiais que estão sendo investigados pela morte de 365 pessoas no Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira (27), durante um evento da revista Veja, o parlamentar afirmou que os agentes deveriam ser condecorados. “Policial que não mata não é policial”, disparou.

Bolsonaro ainda falou do atual ministro da Defesa, Raul Jungmann e criticou o fato dele ser desamarmentista. Para o deputado, este é um fato “inaceitável”. “É a mesma coisa que você colocar em uma cirurgia um médico que tem nojinho de sangue”, ironizou.

Marcelo Nilo vira sonho de consumo de membros do time de ACM Neto


O deputado estadual Marcelo Nilo (sem partido), ex-presidente da Assembleia Legislativa, virou uma espécie de sonho de consumo do time de ACM Neto (DEM). Integrantes da cúpula do partido do prefeito acham que, caso seja atraído para o democrata, Nilo poderia promover um verdadeiro estrago na base do governador Rui Costa (PT), entregando o canal para acesso a várias lideranças no interior. “Tá aí um cara que poderia ajudar a trazer, um a um, os prefeitos do governo, colocando tudo no colo de ACM Neto”, diz um deputado ligado ao prefeito, referindo-se a declarações que Nilo deu dizendo que não vota em chapa com indicados do vice-governador João Leão (PP) e do senador Otto Alencar (PSD), hoje, principais aliados do governador.

Fachin mantém execução provisória de empresário que a Lava Jato condenou


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento – julgou inviável – ao Habeas Corpus 147547, impetrado em favor do empresário Márcio Andrade Bonilho, condenado a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado, na Operação Lava Jato, pela suposta prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro e participação em esquema de superfaturamento de obras da Petrobrás na Refinaria de Abreu e Lima (PE). A defesa buscava reverter decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) que determinou a execução provisória da pena do empresário. A decisão do TRF4 – tribunal de apelação da Lava Jato – foi executada pelo juiz Sérgio Moro, em agosto. Fachin destacou que o Supremo, no julgamento do Habeas Corpus 126292, fixou a tese no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5.º, inciso LVII, da Constituição Federal. “Nessa perspectiva, a adoção da compreensão da Corte Suprema pelas instâncias antecedentes não configura constrangimento ilegal”, assinalou Fachin. “Ao contrário, na medida em que projeta estabilidade, previsibilidade e integridade ao agir jurisdicional.” Com relação à suposta ausência de motivação da prisão, o relator apontou que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que operada, ou seja, o implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias, de modo que, assim como ocorre no início da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. “Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta fundamentação”, disse. Fachin observou ainda que, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, ‘não é o caso de concessão da ordem de ofício’. O empresário foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba a 11 anos e 6 meses de reclusão. Ao analisar recurso da defesa, o TRF4 aumentou a pena para 14 anos e determinou a prisão do condenado. Em decisão monocrática, o Superior Tribunal de Justiça negou liminar em habeas corpus apresentado pela defesa.