Vulcão entra em erupção em Bali; aeroporto fecha e 24 mil deixam cidades


O vulcão Agung entrou em erupção na ilha de Bali, na Indonésia, resultando no cancelamento de voos e na evacuação de 24 mil pessoas da região no entorno do Monte Agung. Uma espessa nuvem de fumaça se expandiu pelo leste, onde fica o Aeroporto Internacional de Lombok, e pelo sudoeste do arquipélago. O Centro Indonésio de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos emitiu dois alertas neste domingo: inicialmente um alerta laranja, que indica risco meteorológico de moderado a elevado; e depois um vermelho, de risco extremo. De acordo com o chefe de informação e dados da Agência Nacional de Manejo de Desastres da Indonesia, Sutopo Purwo Nugroho, ocorreram três erupções no sábado (25). A primeira, por volta das 17h30 (hora local, 8h30 em Brasília), foi de média pressão, lançando cinzas a uma altura de cerca de 2 quilômetros. Na segunda, as brasas chegavam a ser expelidas a uma altura de 7,6 quilômetros, segundo o Centro Meteorológico da Austrália. A terceira também variou entre 6 e 7,5 quilômetros a partir do pico.

Bolsonaro suaviza discurso militar e exalta democracia


Com as pesquisas eleitorais que mostram o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) possivelmente figurando em um eventual segundo turno, começa a sair de cena, discretamente, o homem que afirmou um dia ser a “ditadura militar uma época maravilhosa” e que já se declarou “favorável à tortura”. Agora, para ampliar o seu eleitorado, Bolsonaro tenta se aproximar do centro, enviando sinais de que “sempre foi um defensor da Constituição e da democracia”.A avaliação de que ele precisaria ser mais palatável para um maior número de eleitores nasceu de dentro do seu staff. A convicção é de que o pré-candidato terá dificuldade em manter os bons índices de intenção de voto quando a “eleição começar pra valer” se não suavizar o discurso para sair do gueto radical de quem ainda prega intervenção militar ou golpe de Estado.Para o analista político Ibsen Costa Manso, da ICM Consultoria, o “Brasil tem uma pequena margem de eleitores que são de esquerda ou de direita”. “O voto não é ideológico. Não se ganha eleição apenas com esses nichos. Ele é um voto muito mais personalista do que ideológico. Bolsonaro deve ter entendido que precisa de um discurso para ampliar seu eleitorado de classe média, mas sem perder sua personalidade”, disse. “Em um eventual segundo turno com Lula, ele vai precisar capitalizar o voto útil de forças mais moderadas”, completou.O movimento é delicado porque o presidenciável não pode perder a narrativa que construiu ao longo de sua carreira de quase 30 anos e oito mandatos (um de vereador e sete de deputado federal) e ainda precisa contar com o “barulho” dos grupos mais radicais que atuam nas redes sociais.O ajuste no discurso pode ser lido nos três “comunicados ao povo brasileiro” que o deputado divulgou recentemente por meio de suas redes sociais. No primeiro, do dia 8, lia-se que “evidentemente que nenhum dos membros de nossa equipe defende ideias heterodoxas ou apreço por regimes totalitários”. “Assim, afirmamos que, absolutamente, todas as propostas serão pautadas pelo respeito aos contratos, respeito às leis e pelo TOTAL respeito à Constituição Brasileira”, concluía o texto. Os outros dois comunicados, publicados nos dias 13 e 21, repetiam a ideia de “respeito à Constituição”.As cartas estão sendo redigidas por um grupo de economistas e professores que estão dando suporte e emprestando verniz teórico para o candidato.O grupo foi recrutado por um homem de confiança de Bolsonaro, o advogado e professor de economia política Bernardo Santoro (levado ao posto de secretário-geral do PEN/Patriota pelo próprio Bolsonaro). Ele também já foi presidente do Instituto Liberal e coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Outros nomes desse grupo são os professores de Economia e Finanças da Unifesp, os irmãos Arthur e Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, que são os responsáveis pelo texto final dos comunicados, e o economista e pesquisador do Ipea Adolfo Sachsida.Além da formulação de projetos, o time do Bolsonaro quer evitar que o carimbo de “ignorante em termos econômicos” cole no presidenciável.

Crianças de Guanambi aprendem noções de trânsito em ação do Detran Foto: Divulgação


Acostumadas aos jogos eletrônicos, crianças de Guanambi, no sudoeste baiano, tiveram a oportunidade de se divertir de uma forma diferente, neste fim de semana. Elas pilotaram carrinhos elétricos em uma mini pista e participaram de exercícios de pintura sobre tráfego. A iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito ( Detran-BA) integrou as atividades da Feira de Saúde e Cidadania, promovida pelo Governo do Estado, no sábado (25) e domingo (26), para a oferta também de serviços médicos e do SAC.O vendedor Juliano Costa, 39 anos, levou o filho Cauan, 11 anos, para tirar a carteira de identidade e aprender noções de trânsito. O menino virou piloto por alguns momentos e recebeu orientações sobre sinalização. ” Muito legal o carrinho. Aprendi que devemos ter muita atenção com o semáforo “, contou Cauan. ” Essa ação do Detran é importante porque meu filho um dia será habilitado e, desde cedo, quero que ele aprenda como é dirigir com responsabilidade”, ressaltou o pai do garoto.Segundo a coordenadora da ação educativa, Elaine Lima, ” o objetivo é despertar na criança o condutor consciente e fazer com que ela influencie os pais no cumprimento das regras de trânsito “. ” O Detran foi novamente um grande parceiro do evento, que ultrapassou 6 mil atendimentos aqui em Guanambi “, declarou um dos coordenadores da feira, Deleon Francisco.

Em artigo, Luciano Huck anuncia que não é candidato a presidente


O apresentador de TV Luciano Huck não será candidato a presidente em 2018. Em artigo publicado na edição desta segunda-feira, 27, da Folha de S.Paulo, Huck afirma que, “com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o País.” No texto, o apresentador cita a Odisseia, de Homero, para dizer que “nos últimos meses estive amarrado ao mastro, tentando escapar da sedução das sereias”. Huck afirma ainda que a candidatura tinha apoio de familiares e de amigos, mas que se considera mais “útil e potente para ajudar meu país e o nosso povo a se mover para um lugar mais digno ocupando outras posições no front nacional”.

Após expulsão, Kátia Abreu usa redes sociais para criticar Temer


Três dias após ser expulsa do PMDB, a senadora Kátia Abreu (TO) usou as redes sociais para criticar o presidente Michel Temer. Ironizando a popularidade do presidente, que teria desaprovação de 95% da população, a senadora escreveu que Temer não consegue se beneficiar dos resultados econômicos alcançados por seu governo. “Nem os pífios reflexos da economia o Temer consegue colar nele. É o efeito teflon ao contrário. Só rindo”, afirmou. O Conselho de Ética do PMDB decidiu expulsar Kátia Abreu na quinta-feira, 23. A medida foi acatada de imediato pelo presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), que elogiou a decisão por meio de nota à imprensa. “Demonstra nova fase de posicionamento do partido”, afirmou. Em comunicado à imprensa, Kátia Abreu disse que foi expulsa por “defender posições que desagradaram” ao governo. “Fui expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política. Fui expulsa por defender posições que desagradam ao governo. Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder”, afirmou. Nas redes sociais, Kátia acrescentou que lutou pela democracia no partido, “mas os corruptos venceram”. Um dia depois da expulsão, a ex-presidente Dilma Rousseff publicou diversas mensagens em apoio à senadora em seu Twitter. Ela comentou que a medida foi uma violência contra os brasileiros. “A expulsão da senadora Kátia Abreu do PMDB é uma violência contra os seus eleitores do Tocantins e contra os brasileiros de todos os estados que a respeitam e admiram”, escreveu a petista. Dilma também afirmou que o PMDB tenta perseguir políticos “sérios, honestos e progressistas”.

Verba gasta por senadores com jatinhos cresce 40%


Mesmo com direito a uma cota de passagens aéreas por mês, senadores usam parte da verba parlamentar para pagar combustível de aviação e fretamento de jatos particulares. De janeiro a outubro deste ano, 14 senadores gastaram R$ 771,6 mil com esse tipo de despesa. No mesmo período, também usaram R$ 896,1 mil para comprar passagens com voos comerciais. Levantamento feito pelo Estadão/Broadcast mostra ainda que os senadores aumentaram os gastos com jatinhos nos últimos três anos. Em diversas ocasiões, o dinheiro da Casa foi usado para bancar trajetos corriqueiros, como de Brasília ao Estado de origem do congressista. Em 2016, as despesas do Senado com combustível de aviação, fretamento de aeronave ou táxi aéreo chegaram a R$ 1,02 milhão, o que representa um aumento de 40% desde 2014 (R$ 729,8 mil), considerando valores atualizados. Enquanto isso, o consumo de passagens em voos comerciais aumentou 31% de 2014 em relação ao ano passado e ultrapassou R$ 5 milhões. O ato da Mesa Diretora do Senado que regula a cota parlamentar estabelece que “o valor da verba de transporte aéreo dos senadores corresponde a 5 (cinco) trechos, ida e volta, da capital do Estado de origem a Brasília, conforme Tabela IATA de tarifa governamental”. Há outros artigos mais genéricos para a verba indenizatória destinados à “locação de meios de transporte”, “serviços de táxi” e “combustíveis e lubrificantes” que abrem brechas para a utilização de serviços sem limites financeiros específicos. Segundo a chefia de gabinete da primeira-secretaria do Senado, o controle de ressarcimento de despesas pela cota de atividade parlamentar é feito sistematicamente pelos técnicos da Casa e “despesas que não atendem às finalidades e requisitos exigidos são glosadas”. O Senado não é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos. Na Câmara, há limites para o uso da cota parlamentar. Os deputados só podem usar “locação ou fretamento de veículos automotores” até R$ 10,9 mil mensais. Já “serviços de táxi, pedágio e estacionamento” só podem ser usados até o limite global inacumulável de R$ 2,7 mil mensais e “combustíveis e lubrificantes” até o limite de R$ 4,9 mil.