Moro isola Bendine de operador que o incriminou


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, mandou isolar o ex-presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, nesta quarta-feira, 22, do publicitário André Gustavo Vieira da Silva, por motivo de segurança – ambos estão encarcerados no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A decisão veio horas depois de André Gustavo confessar seus crimes, admitir o desejo de delatar, e incriminar Bendine em interrogatório. Ele disse ter recebido R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht e repassado R$ 950 mil ao ex-chefe da Petrobrás. Moro impôs a transferência do ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil para o dia 27 e ainda determinou que ambos fiquem separados enquanto estiverem no mesmo presídio. “Fica ainda determinado à autoridade policial responsável pela segurança da carceragem da Polícia Federal que até então mantenha ambos em celas separadas e distantes, com proibição de contato entre eles”. O juiz da Lava Jato ainda determinou ‘ao próprio acusado Aldemir Bendine que não se aproxime do acusado André Gustavo e que com ele não fale’. Aldemir Bendine está preso desde o dia 27 de julho, alvo da Operação Cobra, 42ª fase da Operação Lava Jato, e foi denunciado por supostas propinas de R$ 3 milhões da Odebrecht. André Gustavo Vieira da Silva foi apontado como operador do repasse ao ex-presidente da Petrobrás. O publicitário resolveu confessar, nesta quarta-feira, 22, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, ter recebido repasses de R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht e dividido o montante com o ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil Aldemir Bendine. “Eu cheguei a falar com ele para fazer metade, metade, ele sugeriu 20%, e ele disse: ‘vai resolvendo que a gente conversa’. Não chegamos a determinar como ficar no final. A verdade é que eu recebi os 3 milhões, paguei um milhão de uma dívida minha e 950 mil a Aldemir Bendine e um milhão eu paguei de imposto”.

Supremo retoma julgamento do foro privilegiado


Nesta quinta-feira, 23, o Supremo Tribunal Federal põe em pauta novamente o julgamento do processo que discute o alcance do foro privilegiado. A questão é tratada na Ação Penal (AP) 937, que foi remetida ao Plenário do STF pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, para resolução de questão de ordem. Na ação, o ex-deputado federal Marcos da Rocha Mendes responde pelo crime de compra de votos. Segundo despacho do relator, o suposto delito teria ocorrido em 2008, durante campanha para as eleições municipais. Como Marcos Mendes foi eleito prefeito de Cabo Frio, o caso começou a ser julgado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, onde a denúncia foi recebida em 2013. Com o fim do mandato, o caso foi encaminhado à primeira instância da Justiça Eleitoral. Mas em 2015, como era o primeiro suplente do partido para a Câmara dos Deputados e diante do afastamento de titulares, passou a exercer o mandato de deputado federal, levando à remessa dos autos ao Supremo. Como foi eleito novamente prefeito de Cabo Frio, em 2016, Mendes renunciou ao mandato de deputado federal quando a ação penal já estava liberada para ser julgada pela Primeira Turma do STF. A partir das mudanças de foro para julgar o processo contra Marcos Mendes e o risco de prescrição da pena, Barroso decidiu remeter uma questão de ordem ao Plenário sobre a possibilidade de se restringir a adoção do foro especial por prerrogativa de função aos crimes cometidos em razão do ofício e que digam respeito estritamente ao desempenho daquele cargo. Barroso se manifestou no sentido de determinar a baixa da ação penal ao Juízo da 256.ª Zona Eleitoral do Rio para julgamento. O ministro ponderou que ‘os crimes imputados ao réu não foram cometidos no cargo de deputado federal ou em razão dele’ e que ‘o réu renunciou ao cargo para assumir a Prefeitura de Cabo Frio’ e, ainda, que ‘a instrução processual se encerrou perante a 1.ª instância, antes do deslocamento de competência para o STF’. O ministro Marco Aurélio acompanhou em parte o relator, enquanto o ministro Ricardo Lewandowski e a ministra Cármen Lúcia, a presidente da Corte, acompanham integralmente o voto do ministro Barroso. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Lava Jato acha áudio da propina com Rei do Ônibus: ‘é 1 milhão por mês’


A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, encontrou no e-mail do empresário Jacob Barata Filho, o ‘Rei do Ônibus’, um ‘áudio da propina’. O arquivo estava anexado a uma mensagem de título ‘maluco’ e foi anexado a uma ação penal perante o juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal, do Rio. Segundo o Ministério Público Federal, ‘maluco’ é o codinome do ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro) Rogério Onofre nas planilhas do operador de propinas Álvaro Novis – delator da Lava Jato. A gravação ambiental, afirma a Procuradoria, pegou um diálogo entre o Rei do Ônibus, Rogério Onofre e os empresários do setor de Transporte do Rio José Carlos Lavouras, Lélis Marcos Teixeira e Marcelo Traça Gonçalves. “No diálogo, é clara a negociação de valores de propina entre os réus”, afirmou o Ministério Público Federal ao juiz Bretas. No dia 14 de novembro, Marcelo Traça Gonçalves prestou depoimento a força-tarefa da Lava Jato. O empresário é colaborador da Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato que pegou de novo a cúpula do Transporte do Rio e também o presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e os deputado estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi. Todos do PMDB. Marcelo Traça Gonçalves declarou à Procuradoria da República que não se lembrava ‘especificamente’ dessa reunião, mas reconheceu as vozes dos empresários. “Após ouvir o áudio, o depoente pode afirmar que reconhece as vozes de Rogério Onofre, de José Carlos Lavouras, de Lelis Marcos Teixeira e de Jacob Barata Filho”, afirmou o empresário. “Lelis Marcos Teixeira é a pessoa que fala “quando tinha tarifa tinha outra coisa, um plus … “; que o declarante reconhece a voz de Jacob Barata Filho como o interlocutor a partir do trecho ‘Marcelo, pra trás não existe. Ou ele vai se convencer de que pra trás não existe e que é um milhão por mês a partir desse mês, tá certo?’.” No depoimento, Marcelo Traça Gonçalves declarou também ‘antes das reuniões do Conselho da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) era comum que Lelis, Lavouras e Barata se reunissem previamente em particular, muitas vezes fazendo com que os demais conselheiros ficassem aguardando’.

Ex-assessor dos Vieira Lima entregará provas de que devolvia salário


Em depoimento à PF, no dia 14 de novembro, Job Ribeiro disse que ficava com R$ 2,5 mil por mês e devolvia cerca de R$ 9 mil para a família dos políticos

Ex-assessor dos Vieira Lima, Job Ribeiro Brandão entregará extratos em que prova que devolvia mais de 70% do salário ao deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB).

De acordo com a Folha, os documentos serão entregues à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em prisão domiciliar desde o fim de outubro, o auxiliar encontrou alguns registros de transferências bancárias que fez ao longo dos últimos cinco anos em nome de parentes de Geddel.

Em depoimento à PF, no dia 14 de novembro, Ribeiro disse que ficava com aproximadamente R$ 2,5 mil por mês e devolvia cerca de R$ 9 mil para a família dos políticos durante todo o período em que trabalhou na Câmara dos Deputados.

Ele disse que trabalhou para a família por 28 anos e, apesar de exercer o cargo de assessor parlamentar, fazia serviços pessoais para os irmãos — como ir ao supermercado, cuidar de fazendas e da saúde do pai de Geddel, o ex-deputado Afrísio.

 

GAROTINHO E CABRAL DEVEM SE ENCONTRAR NO BANHO DE SOL NA PRISÃO


Os ex-governadores do Rio e inimigos políticos declarados Anthony Garotinho e Sérgio Cabral devem se encontrar na manhã desta quinta-feira, 23, na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica; além de Garotinho e Cabral, também estão na mesma cadeia o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, os deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Melo, além do ex-secretário de Saúde Sérgio Cortes, figura muito lembrada nos últimos anos por Garotinho nas suas denúncias em redes sociais

Secretaria de Educação de Aramari inova com importante Projeto Investigativo sobre a importância da mandioca no dia a dia da cidade..


Um interessante projeto desenvolvido nas Escolas Municipais de Aramari, intitulado Projeto Investigativo, A mandioca e a arte culinária, idealizado pela Diretora Bárbara e Coordenadora Viviane e executado pelos professores e alunos, possibilitando situações de ensino e aprendizagem não só aos alunos como a toda comunidade, na cultura, utilidade, cultivo, culinária e os valores nutricionais dessa importante raiz. Os alunos compartilharam experiências vividas no seu dia a dia, na roça, lavoura e casa de farinha. Aconteceram várias atividades como degustação dos produtos da mandioca, teatro, músicas e entretenimento sobre a temática. Este trabalho foi realizado nas escolas, São José e Senhor do Bonfim
Com levantamentos prévios com os estudantes, palestra com a nutricionista, visita no plantio das mandioca, visita a casa de farinha, produção de iguarias. A secretária Ângela Santos e o Prefeito Fidel, dando total apoio e incentivo a esse projeto.