Thiago Miranda Detalha à PF Projeto de Imagem para Daniel Vorcaro

Em um depoimento revelador à Polícia Federal (PF), Thiago Miranda, proprietário da Agência Mithi, trouxe à tona detalhes sobre um ambicioso projeto de “reconstrução de imagem” elaborado para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A iniciativa surgiu após a primeira detenção de Vorcaro e é parte da investigação sobre a contratação de influenciadores digitais para um suposto ataque ao Banco Central.

Segundo Miranda, o projeto visava a criação de uma forte presença digital para Vorcaro, incluindo um perfil no Instagram, um site pessoal e um canal no YouTube. O empresário da Mithi afirmou que o objetivo principal era que Vorcaro pudesse “contar o que ele tinha vivenciado na prisão, falar sobre a liquidação do banco em menos de 45 minutos, falar da prisão dele, contar a narrativa, a verdade dele”, expondo sua versão dos fatos.

Estratégia de Conteúdo e Influenciadores

A estratégia de comunicação planejada para Vorcaro se desdobrava em duas fases. A primeira etapa consistia em trabalhar reportagens com “veículos de relevância, como Folha e Estadão”, visando a publicação de matérias que pudessem contextualizar a situação do banqueiro. A segunda fase, crucial para a amplificação do conteúdo, envolveria influenciadores digitais comentando essas reportagens.

Miranda, contudo, negou veementemente que o material produzido fosse previamente “aprovado” por Vorcaro. Ele esclareceu que, embora houvesse orientações sobre os temas a serem abordados, não existia uma diretriz específica para “atacar o Banco Central”. O empresário ressaltou que a prática de fornecer um “briefing” para influenciadores é comum, garantindo que o conteúdo esteja alinhado com a pauta proposta, neste caso, repercutir notícias já veiculadas na grande mídia.

Custos e Duração do Projeto

O dono da Agência Mithi também destacou que os contatos com os influenciadores eram intermediados pela agência UNLTD, embora os pagamentos fossem efetuados diretamente por ele. O projeto, que teve uma duração de cerca de 20 dias, foi custeado com recursos provenientes da venda da participação de Miranda no portal LéoDias. Os valores repassados aos influenciadores variavam conforme o engajamento e a periodicidade das postagens.

A investigação da PF, iniciada em janeiro de 2026, busca esclarecer se houve manipulação do fluxo de informações nas redes sociais. A suspeita é que as publicações pagas tivessem como meta fortalecer a narrativa de Vorcaro e criticar o Banco Central. Ao longo de sua breve execução, o “Projeto DV” teria contratado ao menos 22 perfis em redes sociais, alguns com milhões de seguidores, e a PF deve agora ouvir os influenciadores envolvidos.

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