O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta sexta-feira (29/5) a proibição do uso de polimetilmetacrilato (PMMA) em todo o território nacional. A medida visa regulamentar a aplicação desta substância, que tem gerado debates e preocupações na área médica e estética.
O PMMA é conhecido por ser um material sintético designado como preenchedor definitivo. Sua principal característica é a não absorção pelo organismo ao longo do tempo, o que o diferencia de outras substâncias usadas em procedimentos estéticos, como o ácido hialurônico, que é temporário.
Apesar da proibição geral, o PMMA possui aplicações médicas específicas. Ele é permitido para correção de deformidades, tratamento de lipoatrofias (perda de gordura localizada), assimetrias corporais e em processos de reconstrução. Essas são as únicas situações onde o uso da substância ainda pode ser considerado.
Contudo, a substância também vinha sendo amplamente utilizada para fins estéticos, buscando o aumento de volume em diversas partes do corpo, incluindo glúteos, região peitoral e ombros. Essa popularização em procedimentos estéticos não-médicos foi um dos fatores que levou à decisão do CFM de proibir seu uso generalizado.


