Nesta quarta-feira (29/04), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), concedeu entrevista ao programa CB.Poder, do Correio Braziliense, onde detalhou as estratégias adotadas para reestruturar o orçamento local. A medida visa equilibrar as finanças do DF após a sua posse.
Celina Leão assumiu o governo do Distrito Federal em 30 de março de 2026, sucedendo Ibaneis Rocha. Uma das primeiras ações de sua gestão foi o cancelamento da celebração do aniversário de 66 anos de Brasília, com a realocação dos recursos economizados para a área da saúde.
Um dos pilares da nova gestão orçamentária é o Decreto nº 48.509/2026, que extingue as cotas orçamentárias autônomas para as secretarias. Agora, todos os gastos devem ser submetidos a um conselho gestor, responsável por analisar a prioridade e a necessidade das despesas, coibindo gastos excessivos. A governadora enfatizou que “o orçamento foi reestruturado e nenhuma pasta possui mais cota orçamentária própria”.
Adicionalmente, foi determinada a revisão de todos os contratos administrativos, com o objetivo de reduzir em até 25% despesas em áreas como aluguel de imóveis, veículos, serviços terceirizados e tecnologia da informação. Gastos com eventos e publicidade institucional também foram significativamente cortados.
A governadora explicou que a contenção de despesas é seletiva, e não um corte linear, visando preservar setores essenciais. A saúde, em particular, recebeu um reforço orçamentário proveniente da realocação de recursos. A criação de novos cargos e reajustes salariais não obrigatórios foram suspensos para controlar o crescimento dos gastos com pessoal, que já representam a maior parte do orçamento distrital.
Apesar dos ajustes, a gestão de Celina Leão manteve concursos públicos e convocações para áreas críticas como saúde, educação e segurança, visando a reposição de servidores. O governo também intensificou o controle sobre programas sociais, com revisão cadastral para assegurar que os benefícios cheguem aos cidadãos mais vulneráveis.
Essas ações, classificadas pela governadora como “corajosas”, fazem parte de uma estratégia para reorganizar as prioridades e reduzir gastos administrativos. “Os recursos já estão lá, não vão aparecer. É preciso priorizar e controlar”, concluiu Celina Leão, indicando uma gestão focada em gastos seletivos e na sustentabilidade fiscal.


