A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) anunciou a suspensão do processo licitatório que visava a aquisição de um serviço completo de câmeras corporais para equipar os policiais em serviço. A decisão, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) nesta quarta-feira (13/5), partiu do Departamento de Logística e Finanças da corporação, gerando uma pausa no avanço da implementação dessa tecnologia.
Detalhes da licitação e seus objetivos
O objetivo do pregão era contratar uma solução integrada para captação audiovisual. Isso englobaria não apenas as câmeras portáteis, mas também os acessórios de fixação nas fardas, licenças ilimitadas de uso e uma infraestrutura robusta de rede para o upload dos arquivos gerados. A expectativa era de que essa tecnologia aprimorasse a transparência e a segurança nas operações policiais.
Ainda segundo o edital, o serviço previa a oferta de licenças para software de gerenciamento do Sistema de Controle e Gestão de Evidências (SCGE), garantindo o controle total sobre as gravações. Elementos cruciais como acionamento remoto das câmeras e a possibilidade de transmissão ao vivo (live streaming) via LTE, eram requisitos, assim como o armazenamento seguro das imagens em nuvem.
As imagens coletadas seriam gerenciadas pela PMDF e também acessíveis à Secretaria de Administração Penitenciária (Siape), destacando o potencial de uso cruzado da ferramenta em diferentes esferas da segurança pública. O “Aragäo Noticias” entrou em contato com a PMDF para obter esclarecimentos sobre os motivos da suspensão, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações da corporação.



