Em um episódio que trouxe à tona a temperatura elevada dos debates políticos, o deputado Major Araújo (PL) de Goiás, solicitou formalmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alego) autorização para portar arma de fogo durante as sessões plenárias. A inusitada demanda surge como desdobramento de uma tensa discussão travada com um colega de partido, o deputado Amauri Ribeiro (PL), que escalou para ameaças.
O incidente, ocorrido na última quinta-feira (7/5), viu Major Araújo justificar seu pedido com base em ameaças e agressões que, segundo ele, têm sido direcionadas a parlamentares. “Estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, declarou o deputado, evidenciando o clima de animosidade.
Rejeição imediata da Mesa Diretora
Contudo, a solicitação encontrou um muro na figura do presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil). De forma veemente, Peixoto negou o pedido, reforçando a proibição de armas no recinto legislativo. “Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, sentenciou o presidente, rechaçando a possibilidade de armar o ambiente parlamentar.
A desavença entre Major Araújo e Amauri Ribeiro teve início quando este último questionou a ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) em uma votação importante no Senado. A resposta de Major Araújo foi um ataque pessoal, chamando Ribeiro de “personagem da direita trans” e criticando sua postura política. A discussão evoluiu para um confronto verbal ainda mais agressivo, capturado em vídeos que circularam, onde Major Araújo profere ameaças como “Amanhã você aparece morto, rapaz. Vagabundo, safado. Me respeita. Quando eu falar, fica calado”. Este escalada de hostilidade levanta sérias questões sobre o decoro e a segurança no parlamento goiano.


