Em uma reviravolta nas investigações do caso Banco Master, a Polícia Federal (PF) divulgou novas informações que apontam Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, como o principal operador financeiro da organização criminosa conhecida como “A Turma”. Ele foi detido na última quinta-feira, 14 de maio, em Belo Horizonte, em uma ação que abala ainda mais o núcleo central do esquema.
De acordo com os apuramentos da PF, Henrique Vorcaro não era apenas um participante passivo, mas sim o solicitador, demandante e beneficiário das operações ilícitas. A estrutura, descrita como uma engrenagem paralela de proteção, intimidação e ocultação patrimonial, tinha como objetivo primordial blindar os interesses do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro.
Ações Persistentes Mesmo Após Prisão do Filho
As evidências que embasaram a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada recentemente, indicam que Henrique Vorcaro manteve sua atuação para a manutenção do grupo criminoso mesmo após a prisão de seu filho. A descoberta da organização, que visava atuar contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), não freou suas atividades. A representação policial o descreve como um agente que operava em colaboração direta e ativa com Daniel Vorcaro.
Interceptações telefônicas e análises de aparelhos celulares, como o de Marilson Roseno, um policial federal preso na terceira fase da operação, revelaram a persistência de Henrique. As conversas indicam que ele continuou a ordenar serviços ilícitos, providenciando recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da operação. Mensagens revelaram a movimentação de vultosos valores e a necessidade de pagamentos para atender às demandas, com o uso de números estrangeiros e a troca constante de terminais para despistar as autoridades. Essas ações recentes apenas reforçam a complexidade e a sofisticação do esquema que está sendo desvendado.


